Bulário

Carprofeno

Nomes comerciais:Rimadyl, Carproflan, Carproflex, Algiprofen, Carprovet, Driptol

AINE do grupo dos ácidos propiônicos usado principalmente em cães para dor e inflamação da osteoartrite e para analgesia perioperatória. Em gatos, o uso é não aprovado e há dados clínicos limitados, com advertência explícita para não usar nessa espécie em rotulagem consultada.

Posologia

Cães

Via Dose Frequência Indicação
VO SC 4,4 mg/kg a cada 24 horas2 ou 3 dias Dor e inflamação VO Dose diária única. A dose total do dia é a mesma dos dois esquemas: 4,4 mg/kg de uma vez ou 2,2 mg/kg duas vezes. SC Dose diária única, geralmente a aplicação peri-operatória.
VO SC 2,2 mg/kg a cada 12 horas2 ou 3 dias Dor e inflamação Metade da dose, duas vezes ao dia. Mesma quantidade total em 24 horas.

Fontes das doses: Consolidado da referência de mercado veterinário brasileira

Calculadora de dose por peso

Confira sempre a bula do produto e o peso aferido. O cálculo apenas multiplica a dose publicada nesta página pelo peso informado — a decisão clínica é do médico-veterinário.

Apresentações no Brasil

O carprofeno tem várias marcas veterinárias registradas no país: Rimadyl (Zoetis), Carproflan, Carproflex em comprimido e injetável a 5% (Biogénesis Bagó), Algiprofen (Pearson Saúde Animal), Carprovet (Coveli) e Driptol (Brouwer).

As concentrações em comprimido são 25 mg, 44 mg, 75 mg e 100 mg, e há solução injetável a 50 mg/mL.

A escada de concentrações existe porque a dose é por quilo e a faixa de peso canina é ampla: escolher o comprimido certo evita fracionar.

A lista completa, uma linha por apresentação, está no bloco de apresentações acima.

Indicações

Em cães, o carprofeno é indicado para alívio da dor e da inflamação da osteoartrite e para controle da dor pós-operatória em cirurgias de tecidos moles e ortopédicas. A documentação regulatória consultada descreve essas duas utilizações como as indicações principais do fármaco na espécie canina.

Em gatos, a situação é diferente. Há estudos clínicos de analgesia perioperatória com carprofeno em ovariossalpingo-histerectomia e em cirurgia ortopédica, incluindo protocolos com 4 mg/kg, mas esses dados são limitados e não correspondem à indicação aprovada na rotulagem canina consultada. Para uma monografia prática, isso exige cautela explícita: não extrapolar rotineiramente o uso felino a partir de bula de cão, e reconhecer que a evidência em felinos é bem menor.

Mecanismo de ação

O carprofeno é um AINE do grupo dos ácidos propiônicos. Seu efeito clínico decorre da inibição da cicloxigenase, com redução da produção de prostaglandinas envolvidas na sensibilização nociceptiva, inflamação e febre.

Como ocorre com outros AINEs, a relação entre inibição de COX-1 e COX-2 ajuda a explicar tanto a ação anti-inflamatória quanto parte dos efeitos indesejáveis gastrointestinais, renais e hepáticos. Na prática, isso significa que o benefício analgésico depende do mesmo eixo farmacológico que pode comprometer perfusão renal e integridade gastrointestinal em pacientes susceptíveis.

Contraindicações

A contraindicação direta e inequívoca encontrada na rotulagem é histórico de hipersensibilidade ao carprofeno em cães. Além disso, a rotulagem oral e injetável consultada é explícita ao informar que o produto é para cães e que não deve ser usado em gatos.

Também não é adequado associar carprofeno a outro AINE ou a corticosteroide. A sobreposição farmacodinâmica aumenta o risco de toxicidade gastrointestinal, renal e potencialmente hepática. Em cães muito jovens, gestantes, lactantes e reprodutores, a segurança não estava estabelecida nas fontes regulatórias consultadas; portanto, o uso nesses grupos pede justificativa clínica forte e avaliação risco-benefício individual.

Efeitos adversos

Os efeitos adversos descritos com maior consistência são os típicos da classe dos AINEs. Na prática clínica, os sinais mais relevantes para vigilância são hiporexia, vômito, diarreia e fezes enegrecidas ou com aspecto de melena, que podem indicar lesão gastrointestinal.

Também foram descritos aumento do consumo de água, aumento da micção, letargia, palidez de mucosas, icterícia, incoordenação, convulsões e alterações comportamentais. Embora muitos pacientes se recuperem após suspensão precoce do fármaco e suporte apropriado, a rotulagem consultada ressalta que reações graves podem ocorrer sem aviso e, raramente, ser fatais.

Em uso prolongado, a monitorização clínica e laboratorial é prudente. As fontes consultadas recomendam exame físico e obtenção de dados laboratoriais basais antes do início do tratamento com AINE, com reavaliações periódicas durante o uso.

Interações medicamentosas

A principal interação clinicamente relevante é com outros AINEs e com corticosteroides, combinação que não deve ser recomendada. Ao trocar de um AINE para outro, ou de corticosteroide para AINE, convém respeitar período de washout; uma revisão consultada cita 5 a 7 dias como medida para reduzir a chance de interação adversa.

A rotulagem também informa que não foram conduzidos estudos formais para uso concomitante com outros fármacos fortemente ligados a proteínas plasmáticas ou metabolizados de forma semelhante. Portanto, em pacientes recebendo anticonvulsivantes, fármacos cardíacos ou medicamentos comportamentais, a conduta mais segura é monitorar estreitamente resposta clínica e eventos adversos. Há ainda a observação de que o tratamento com carprofeno pode reduzir a necessidade de anestésico inalatório.

Observações clínicas

O carprofeno é registrado para cães. A referência de mercado não publica dose felina, e esta página não inventa uma: gato não é cão pequeno para AINE, e o carprofeno tem meia-vida bem mais longa no felino.

Os dois esquemas da tabela entregam a mesma quantidade em 24 horas: 4,4 mg/kg uma vez ao dia, ou 2,2 mg/kg a cada 12 horas. A escolha é de conveniência e de pico plasmático, não de dose total.

A duração publicada é curta, 2 ou 3 dias, e isso é deliberado: uso prolongado de AINE exige acompanhamento de função hepática e renal e reavaliação, não repetição automática da receita. Para osteoartrite em cães, as doses localizadas nas fontes consultadas foram 4,4 mg/kg VO a cada 24 h ou 2,2 mg/kg VO a cada 12 h. Para analgesia pós-operatória em cães com formulação injetável, a dose encontrada foi 4,4 mg/kg SC por dia, podendo a dose diária total ser dividida em 2,2 mg/kg SC a cada 12 h; a rotulagem consultada orienta administração cerca de 2 horas antes do procedimento e descreve uso por até 3 dias em cirurgias de tecidos moles e até 4 dias em ortopédicas.

Antes de iniciar o tratamento, vale documentar história de doença gastrointestinal, renal, hepática, episódios prévios com AINEs e uso recente de corticosteroides. Em pacientes com hipovolemia, hipotensão, doença renal preexistente ou risco anestésico elevado, o limiar para escolher outra estratégia analgésica deve ser menor.

Em felinos, apesar de existirem estudos perioperatórios com 4 mg/kg, a rotulagem canina consultada adverte claramente para não usar em gatos. Como os dados são limitados e heterogêneos, esta monografia não apresenta posologia felina para calculadora pública. Se houver necessidade de discutir uso extrarrótulo nessa espécie, isso deve ser feito caso a caso, com consentimento informado, monitorização cuidadosa e preferência por alternativas com melhor sustentação regulatória e clínica em gatos.

Fontes

Página de referência pesquisada e escrita com inteligência artificial a partir de fontes públicas, e revisada automaticamente antes da publicação. Não substitui a bula do produto nem o julgamento clínico do médico-veterinário.

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